Em missão institucional ao Brasil, o relator especial visitou a comunidade de Piquiá de Baixo (Açailândia – MA), no dia 07 de dezembro. A visita contou com o acompanhamento da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), de representantes da Justiça nos Trilhos, do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmém Bascaran, da assessoria técnica Usina – CTAH e da diretoria da Associação Comunitária de Moradores de Pequiá (ACMP).
Baskut visitou casas e ouviu moradores sobre os impactos e violações causadas pelas siderúrgicas e pela Vale. A primeira parada da comitiva foi no local onde ficam as pontes dos trilhos sob o Rio Pequiá. De lá, o relator teve uma visão geral do bairro, das siderúrgicas e dos trens e recebeu informações sobre impactos como a poluição do Rio.
Além dos moradores de Piquiá, o relator também ouviu moradores das comunidades da Grande Ilha São Luís: Taim, Cajueiro e estudiosos do Maranhão no dia 09 de dezembro, na ocasião, moradores da zona rural da capital, que sofrem com o alto índice de poluição, relataram como os poluentes têm afetado a vida humana, fauna e flora na Grande Ilha São Luís. Os saberes e relatos das dificuldades para sobreviver nestas áreas, juntamente com estudos de especialistas desenharam a realidade das regiões impactadas
Artigo que alerta para poluição siderúrgica conquista o 8º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos, na categoria Trabalhos Acadêmicos
A pesquisa sobre o reassentamento coletivo em comunidade no interior no Maranhão foi a vencedora do 8º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos, na categoria Trabalhos Acadêmicos. Idayane da Silva Ferreira, que assina o trabalho com Roseane Arcanjo Pinheiro, fala do impacto da pesquisa na comunidade de Piquiá de Baixo no sexto vídeo da série.
“A premiação teve repercussão muito positiva. Ajudou a divulgar a luta de Piquiá de Baixo para o reassentamento e também a denunciar os impactos causados pelas siderúrgicas”, contou a pesquisadora no vídeo, acrescentando que parte do valor recebido no prêmio foi doado para a Associação de Moradores local.
O trabalho “Piquiá em Açailândia – MA: A luta pelos direitos humanos e a conquista do reassentamento coletivo” mostra o processo de mobilização da comunidade de Piquiá de Baixo, localizada em Açailândia (Maranhão), que luta há mais de dez anos pelo reassentamento em local longe da poluição causada por siderúrgicas.
Grupo denuncia Vale, empresas e governo em viagem pela Europa – e participam do Sínodo Amazônia
Em Genebra, o grupo participou de reuniões na ONU sobre formas de responsabilizar empresas por violações de direitos humanos e da natureza. Em paralelo, o grupo fortaleceu as atividades do Sínodo da Amazônia que aconteceram em Roma.
O grupo foi liderado pela Articulação Internacional de Atingidas e Atingidos pela Vale, representada por Carolina de Moura Campos, coordenadora geral da Associação Comunitária da Jangada – Brumadinho, por Marcela Rodrigues, familiar de vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, e Danilo Chammas, advogado popular da organização Justiça nos Trilhos, além de Antonia Flávia da Silva Nascimento, moradora da comunidade de Piquiá de Baixo ( Maranhão), impactada pela siderurgia e pela ferrovia da Vale. assaram pela Espanha, Suíça, Alemanha, Holanda, França, Itália e Bélgica.
Lançamento do livro Liberdade Caça Jeito, escrito por jovens da formação
política;
O livro foi produzido por uma grande rede solidária de organizações como Justiça nos Trilhos, Grupo de Estudos e Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) da UFMA, com o apoio da Fundação Ford, da Development and Peace e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).
No conteúdo, a luta enfrentada pelos povos e comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas e camponeses. São quase 50 páginas dedicadas à comunidade de Piquiá, localizada no município de Açailândia/MA, construída coletivamente pela juventude. À frente dos trabalhos de pesquisa e da troca de saberes: Aline Araújo Pereira, Gerliane da Silva Chaves, Jefferson Yuri Lima, João Paulo da Silva e Marcos da Silva. Na abertura do capítulo, o comunicólogo Mikaell Carvalho conta a história de 25 anos de como os moradores, cansados do desrespeito dos grandes empreendimentos, organizaram-se para exigir das empresas um novo terreno digno para morar, longe de todas as mazelas.
Expansão das Formações Políticas
Em parceria com GEDMMA-UFMA, a Justiça nos Trilhos, em 2019 ampliamos e consolidamos as ações de formação política para os jovens das comunidades impactadas pela EFC na região da cidade de Açailândia.
A Formação Política da JnT é um processo itinerante de formação, capacitação e intercâmbio de saberes e fundamentalmente de produção de conhecimentos por e para os/as jovens de comunidades atingidas pela mineração e o agronegócio, que segue o caminho que Paulo Freire abriu: “Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as condições para sua produção”, desde 2014. As primeiras formações foram realizadas e construídas na região de São Luís.
JnT participa da audiência temática na CIDH- OEA sobre os impactos da mineração no Brasil;
Fundação da Associação Justiça nos Trilhos;
