Criação da Campanha Internacional Justiça nos Trilhos

Por respeito e dignidade nos trilhos…

Iniciamos nossa jornada de fortalecimemto das comunidades no Corredor Carajás denunciando as violações de #direitoshumanos e da #natureza, como uma campanha em 2007. Ao longo da nossa trajetória, a nossa missão ganhou proporções, experiências, conquistas e desafios. Confira nesta tríade do tempo um pouquinho da nossa história.

2007 – Criação da campanha internacional Justiça nos Trilhos com o objetivo de avaliar e construir mecanismos jurídicos e políticos denunciar os impactos reais das atividades de mineração ao longo da Estrada de Ferro Carajás.

“Para entender o surgimento da Justiça nos Trilhos é necessário retornar aos anos de 1990, quando os missionários combonianos chegaram em Açailândia (MA), há 550 km da capital maranhense São Luís. Naquela época, a casa camboniana, localizada no bairro Piquiá de Cima, recebia jovens vocacionados.

A Igreja Católica, por meio dos combonianos, oferecia assistência pastoral aos moradores do bairro Piquiá de Baixo como explicou Dario Bossi, padre comboniano, em entrevista: “não se ignorava o que a população sofria. Talvez eu possa dizer que não se focava especialmente a poluição, a nossa presença e da Igreja Católica estava voltada para o contexto de extrema pobreza daquela comunidade em todos os sentidos.”

“Os missionários combonianos acompanhavam a paróquia São João Batista desde 1992. O território dessa Paróquia abrange a área industrial instalada em Piquiá, os assentamentos da área rural e a região urbana, por um total de 30 comunidades eclesiais. Bossi só chegaria a Piquiá no ano de 2007. Juntamente com outros combonianos, tinha a “missão de abrir uma nova frente de defesa do meio ambiente”, num processo territorial amplo que deveria agregar as comunidades ao longo do Corredor Carajás.”

Estavam amadurecendo a ideia de uma campanha, quando foram estimulados por Edvard Dantas Cardeal (in memorian), na época presidente da Associação de Moradores de Piquiá, a direcionar o trabalho para um foco mais socioambiental, inserindo Piquiá de Baixo como prioridade.”

O primeiro desafio foi conectar os movimentos e entidades que já atuavam no território. “Cada uma atuava de maneira relativamente isolada e o Corredor Carajás não tinha sido identificado como um contexto comum de atuação”, esclareceu Dario Bossi. O segundo dizia respeito a esses temas”. Vencidos os desafios iniciais, começou-se a constituição de alianças, pesquisa e documentação.

(…)

E foi assim que nasceu a Justiça nos Trilhos. Composta inicialmente por sete entidades e movimentos sociais que compunham também sua coordenação executiva: Missionários Combonianos Nordeste, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Fórum Carajás, Fórum Reage São Luís, Cáritas Regional Maranhão, Sindicato dos Ferroviários de PA-MA-TO e a CUT Maranhão.

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